quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Alfinete e alfinetadas

Quem nunca sentiu na pele uma alfinetada ao provar um vestido ou ao ouvir fofocas e maldizeres sobre o traje que estava portando em alguma ocasião especial? Mas tratando-se do objeto, estes existem desde que existem costureiras e alfaiates. O mais comum é o chamado alfinete de cabeça de haste rígida de metal com uma ponta perfurante, utilizado para auxiliar nos serviços de costura. O alfinete de segurança é aquele usado para prender o transpasse das saias kilt e para prender fraldas de bebê. O alfinete longo de metal com ponta decorada foi muito usado como adorno em chapéus femininos, principalmente até os anos 40; há também as jóias alfinetes usadas nas gravatas masculinas que denotam poder aquisitivo e estilo. Os alfinetes de segurança inspiraram brincos, broches, pulseiras e pingentes de colares no decorrer dos séculos XX e XXI. Para punks a pequena peça de metal assumiu uma conotação agressiva, tornando-se peça essencial na composição de seus visuais. Nos anos 80, Clodovil protagonizou a divertida peça teatral de Leilah Assumpção sobre as comuns alfinetadas no meio da moda, com o título "Seda pura e alfinetadas".

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Perfume e moda

A moda e o perfume estão relacionados desde o começo do século XX. As mulheres apertadas ao espartilho buscavam alívio para o sofrimento do incômodo vestuário nos perfumes. Para evitar desmaios, sufocos, passaram a recorrer a aromas refrescantes e suaves. Foi o auge das românticas águas de colônia. De 1910 em diante, estreitaram-se ainda mais os laços entre a moda e a perfumaria. Foi com Paul Poiret que foi lançado o conceito de frangância de estilista. A partir daí, para o vestuário feminino integrar suas criações a uma atmosfera de coleção, tornou-se importantíssimo um aroma que representasse um estilista. Desta forma, em 1911, em plena Bella Époque e a margem de grandes perfumistas como Hobigant, Coty, Karon e Guerlain, toda butique passa a instalar uma seção de perfumaria com a marca que seu estilista criou. Com a emancipação feminina do pós guerra, numa estética oposta ao ideal exótico de Paul Poiret, floresceu a carreira de Gabrielle Chanel, que criou o mais famoso perfume do mundo, o Chanel nº5.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Bolsa

Um dos itens mais queridos das mulheres surgiu como pequenos sacos, fechados por cordões, destinados a carregar moedas, coisas miúdas de uso pessoal ou pequenos objetos que as pessoas queriam que estivessem perto de si. A nais antiga referência ao uso de uma bolsa foi descoberta em 1991. É conhecida como bolsa da múmia de Otzi. Trata-se de uma pequena bolsa de couro onde o chamado homem do gelo, que viveu há mais de 5.000 anos carrega objetos e acessórios necessários para fazer fogo. Com o tempo tornou-se cada vez mais utilitária, variando seu tamanho, forma e materiais de confecção. Durante o século XX, passou a fazer parte de griffes e logomarcas do mundo da moda. A mais famosa das bolsas é a Chanel, em couro matelassado e com alças de correntes entremeadas com fitas de couro. A famosa 2.55, percorreu, incólume todo o século XX chegando ao século XXI em materiais como o jeans e em variáveis tonalidades e tamanhos.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Estilo

A palavra estilo designa um conjunto de elementos que determinam uma expressão artística ou arquitetônica. Da arte migrou para a moda, não como uma qualidade de expressão de época. A palavra estilo no meio da moda refere-se mais a um atributo pessoal, único e instranferível, ligado a personalidade ou, mais contemporaneamente, ao que se chama de atitude de homens ou mulheres. Possuir estilo e vender estilo tornaram-se obsessões de fashionistas e profissionais do setor desde meados dos anos 80. Hoje ser estiloso é ser capaz de se conhecer e vestir-se de acordo com sua individualidade. Vem daí o sucesso das peças exclusivas ou costumizadas.

sábado, 15 de novembro de 2008

CAFTÃ

Túnica oriental muito usada na Turquia, tanto por homens como por mulheres. Foi grande moda no ocidente nos anos 60 e 70, em versões lisas, estampadas ou rebordadas nos punhos, costas e decotes. Foi adotado pelos hippies e absorvido pela moda, refletindo um despojamento chic (sendo usado tanto por homens como mulheres) com pés descalços, sandálias baixas ou babuches. Tom Ford reeditou seu uso, lançando-o em estampas de animais, na coleção primavera-verão 2002 da YLL. Em 2004, Maxime Perelmuter e Fause Haten apresentaram modelos em suas coleções para o verão. Hoje é um clássico de luxo.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Alceu Pena (1915-80)

Ilustrador, jornalista e figurinista, conquistou fama com a sua coluna “As Garotas do Alceu”, publicada durante 26 anos nas revistas “O Cruzeiro” e “A Cigarra”. Influenciou o comportamento da mulher brasileira do final dos anos 50 até meados dos anos 60, através de seu traço inconfundível. Foi responsável por criar o estilo de Carmem Miranda, que deu a ela fama em Hollywood; o vestido que Marta Rocha usou no Concurso Miss Universo em 1954, além de figurinos para shows em cassinos e teatros e para espetáculos de moda da Rhodia, nos anos 60.

Madonna

Cantora de rock, estudou um ano na Universidade de Michigan, indo depois para NY, onde ganhava dinheiro trabalhando como modelo. Tornou-se em seguida cantora de banda. Em 1983, começou a lançar seus próprios discos e aparecer na MTV. Madona causou grande influência na moda, especialmente entre os jovens. Popularizou o uso de sutiãs como peças externas; saia tubo enrolada sobre os quadris expondo o umbigo; luvas pretas que iam até o cotovelo; saltos agulha; tomara que caia de renda; e colares compridos de contas e pérolas. Em suas turnês internacionais, nas décadas de 80 e 90, vestiu bustiês criados por Jean Paul Gautier, transformados em tendência em todo o mundo.

Leque

O leque chegou a Europa graças ao comércio com o Oriente no século XV. Atingiu o ápice da popularidade e elegância no século XVIII, quando muitos eram pintados a mão e mostravam figuras mitológicas, bíblicas, pássaros, animais e flores em cenas pastoris. No século XIX, a estamparia lançou muitos leques comemorativos. Perderam a popularidade depois da virada do século XX. Eram feitos de sândalo, marfim, madrepérola e casco de tartaruga; as varetas recobriam-se de plumas, peles de animais, seda, papel e renda. Hoje são itens de museu ou de colecionadores e aparecem na estamparia elegante influenciada pelo art noveau.

Tartã

É um tecido de trama fechada originário da Escócia, onde padrões diferentes são usados para identificar os clãs. O tecido possui listras coloridas que se cruzam, criando desenhos em xadrez de várias larguras. Em 1840, a época da Rainha Vitória, com sua propriedade em Balmoral, Escócia, incentivou a moda de roupas de tartã. Nos anos 80, calças de tartã foram lançadas por vários estilistas. Em todos os invernos o tecido e seus similares em algodão aparecem como tendência sempre de maneira pouco convencional. Os kilts ainda são usados como roupas tradicionais da Escócia e saias que os imitam são clássicos da moda de elite.

Meias finas

Item de moda que cobrem as pernas e os pés desde o início do século XVII,as meias são associadas a feminilidade e a sensualidade. No início do século XVII, a meia fina era tricotada a mão em seda, algodão ou lã. No final do século XVII, pouco a pouco, começaram a ser tricotadas à máquina. O século XVIII popularizou a tecelagem mecanizada. O século XIX assistiu o aparecimento das meias coloridas e, no seu final, o surgimento da meia de seda artificial, que foi usada até 1940, quando foram lançadas meias finas de nylon. No início do século XX, quando os comprimentos de saias começaram a subir, entram em volga meias estampadas, e por causa da falta de matéria prima durante a 2ª Guerra Mundial, as mulheres usavam meias soquetes ou riscavam sobre a pele um traço fino e forte sugerindo a costura da meia. Na década de 50, meias sem costura chegaram ao mercado, e foram lançadas as meias finas ¾ e a meia calça. Os anos 60 introduziram tonalidades vivas e desenhos geométricos às meias. Nos anos 70, voltaram as meias escuras, principalmente em versões grossas e caneladas. A partir dos anos 80, as meias finas readquiriram parte de sua popularidade, voltado ao apelo da moda sensual. A partir dos anos 90, vêem-se meias multicoloridas, listradas, pretas, cinzas, de cores neutras, grossas ou finas de acordo com a vontade do freguês.

Criações Critina Ávila

Criações Critina Ávila
Calça de moleton skin

Vestido de malha manga longa

Vestido preguinhas de tricoline

Vestido de coquetel de tafetá