No início do século XX, a fotografia era considerada, no mundo da moda, uma técnica incompleta, não estando, por isso, à altura de formas de arte como a pintura ou a escultura. Naquela época, a representação de uma peça de roupa só era possível em forma de desenho. Esta situação mudaria de forma abrupta com a chegada de Paul Poiret ao mundo da moda. Paul Poiret foi o primeiro estilista a reconhecer a utilidade da ilustração de moda e as suas múltiplas possibilidades criativas. Mais que a própria roupa, os seus desenhos representavam emoções, gerando assim uma perspectiva idealizada das criações. Seus ilustradores prediletos eram George Barbiers, Georges Lepape e Paul Iribe. As ilustrções caracterizavam-se pelo uso de gravuras, aquarelas e pintura a pastel, algumas vezes lápis de cera. Eram feitas para revistas de moda e só foram dando espaço para a fotografia nos anos 60. Atualmente, assiste-se a um renascimento da ilustração de moda, graças da difusão das técnicas digitais e a correntes de um estilo novo que misturam as técnicas de programas de computador a formas lúdicas como colagem, grafite e lápis de cor. Já se podem ver imagens de jovens ilustradores em revistas como a Nylon, a i-D ou a Purple que atraem a atenção de um leitor artsy.
domingo, 3 de maio de 2009
Ilustração de moda
No início do século XX, a fotografia era considerada, no mundo da moda, uma técnica incompleta, não estando, por isso, à altura de formas de arte como a pintura ou a escultura. Naquela época, a representação de uma peça de roupa só era possível em forma de desenho. Esta situação mudaria de forma abrupta com a chegada de Paul Poiret ao mundo da moda. Paul Poiret foi o primeiro estilista a reconhecer a utilidade da ilustração de moda e as suas múltiplas possibilidades criativas. Mais que a própria roupa, os seus desenhos representavam emoções, gerando assim uma perspectiva idealizada das criações. Seus ilustradores prediletos eram George Barbiers, Georges Lepape e Paul Iribe. As ilustrções caracterizavam-se pelo uso de gravuras, aquarelas e pintura a pastel, algumas vezes lápis de cera. Eram feitas para revistas de moda e só foram dando espaço para a fotografia nos anos 60. Atualmente, assiste-se a um renascimento da ilustração de moda, graças da difusão das técnicas digitais e a correntes de um estilo novo que misturam as técnicas de programas de computador a formas lúdicas como colagem, grafite e lápis de cor. Já se podem ver imagens de jovens ilustradores em revistas como a Nylon, a i-D ou a Purple que atraem a atenção de um leitor artsy.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Alta costura na pré-história
Não só de peles se cobriam os homens da pré-história. A invenção do torno de cerâmica coincide com outras invenções do período, como os primeiros artefatos de pedra polida, que são tranformados nas primeiras jóias conhecidas. São braceletes e colares de contas com os quais se ornamentavam os homens e mulheres da caverna. Mas a essa altura eles já conheciam a costura e criavam modelos em formas de corpetes com detalhes em franjas costuradas, formando mangas, decotes, babados e acessórios, como pequenas pochetes trançadas em palha, que penduravam na cintura. É pura coincidência, mas segundo consta, a primeira agulha feita de espinha de peixe foi encontrada por arqueólogos em escavações onde hoje fica a França, terra de grandes estilistas.
1930-1938 - Moda em época de recessão
Após o colapso da bolsa de Wall Street, em 24 de outubro de 1929, que causou, da noite para o dia, a bancarrota de multimilhonários e enormes companhias internacionais, a indústria da alta moda francesa se viu frente a encomendas canceladas e compradores privados sem capital. Para enfrentar a depressão esilistas reduziram seus preços e a alta costura deu lugar, cada vez mais, a pronta entrega, reduzindo itens caros como tecidos brocados e substituiram o bordado por estampas mais baratas. A produção em massa aumentou o volume padronizado de roupas. As peças informais começaram a ser usadas também à noite sem perder o refinamento. Os estilistas de moda feminina apresentaram modelos mais suaves, que acentuavam os contornos dos corpos. As cinturas ganharam cintos e os shorts tornaram-se vestimentas aceitáveis para as mulheres em clubes de esportes, enfatizando a saúde e a beleza das pernas. Os óculos escuros tornaram-se acessórios altamente desejáveis. Os vestidos de noite de costas descobertas foi uma inovação da moda da recessão para enfatizar o leve bronzeado. As roupas de baixo encolheram e a introdução de tecidos mais baratos e informais para trajes de noite foi um enunciado de moda flexível e econômico. Chanel usou na primavera-verão de 1931 piquê de algodão, cambraia, musselina e organdi em seus vestidos de noite.
domingo, 23 de novembro de 2008
Máquina de costura
No século XVIII, foram registradas as primeiras tentativas de invenção de uma máquina de costura que não tiveram sucesso. A primeira que realmente funcionou é datada de 1830 e foi criada pelo francês Barthelemy Thimonier. Segundo consta a invenção causou a fúria de alfaiates que a destruíram por considerá-la uma ameaça ao seu meio de vida. Em 1846, o americano Elias Howe Jr. construiu e patenteou a primeira máquina de costura que 4 anos depois foi aperfeiçoada por outro americano, Isaac Singer. As famosas máquinas Singer revolucionaram o mundo. Transformaram donas de casa em costureiras criando um meio de vida razoável para a mulher na virada do século XIX para o XX. A mulher podia contribuir discretamente com a renda familiar sem sair ostensivamente de casa, não constrangindo a capacidade profissional de provedor do homem. A máquina Simger era capaz de costurar continuamente até que a linha terminasse. Depois da Singer, já foram criadas milhares de máquinas de costura.
Motivos fundamentais da vestimenta
Por muito tempo os historiadores identificaram como função fundamental da roupagem a proteção contra o frio. No entanto, grande parte da raça humana teve origem nas regiões mais quentes da terra, o que mostra que a roupa não é tão essencial para proteção mesmo num clima úmido e frio. Uma segunda teoria seria a do pudor, que, além de parecer gozar da autoridade da tradição bíblica, basta lembrar da folha da parreira, tem vasto estudo no campo antropológico. Mas a grande maioria dos estudiosos têm, sem exitação, considerado o enfeite como o motivo que conduziu em primeiro lugar a adoção de vestimentas. Os enfeites denotam sinais de posição de poder, de localidade ou nacionalidade, ostentação de riqueza, extenção do próprio corpo físico, aumento ou diminuição do poder sexual, entre outros motivos.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Alfinete e alfinetadas
Quem nunca sentiu na pele uma alfinetada ao provar um vestido ou ao ouvir fofocas e maldizeres sobre o traje que estava portando em alguma ocasião especial? Mas tratando-se do objeto, estes existem desde que existem costureiras e alfaiates. O mais comum é o chamado alfinete de cabeça de haste rígida de metal com uma ponta perfurante, utilizado para auxiliar nos serviços de costura. O alfinete de segurança é aquele usado para prender o transpasse das saias kilt e para prender fraldas de bebê. O alfinete longo de metal com ponta decorada foi muito usado como adorno em chapéus femininos, principalmente até os anos 40; há também as jóias alfinetes usadas nas gravatas masculinas que denotam poder aquisitivo e estilo. Os alfinetes de segurança inspiraram brincos, broches, pulseiras e pingentes de colares no decorrer dos séculos XX e XXI. Para punks a pequena peça de metal assumiu uma conotação agressiva, tornando-se peça essencial na composição de seus visuais. Nos anos 80, Clodovil protagonizou a divertida peça teatral de Leilah Assumpção sobre as comuns alfinetadas no meio da moda, com o título "Seda pura e alfinetadas".
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Perfume e moda
A moda e o perfume estão relacionados desde o começo do século XX. As mulheres apertadas ao espartilho buscavam alívio para o sofrimento do incômodo vestuário nos perfumes. Para evitar desmaios, sufocos, passaram a recorrer a aromas refrescantes e suaves. Foi o auge das românticas águas de colônia. De 1910 em diante, estreitaram-se ainda mais os laços entre a moda e a perfumaria. Foi com Paul Poiret que foi lançado o conceito de frangância de estilista. A partir daí, para o vestuário feminino integrar suas criações a uma atmosfera de coleção, tornou-se importantíssimo um aroma que representasse um estilista. Desta forma, em 1911, em plena Bella Époque e a margem de grandes perfumistas como Hobigant, Coty, Karon e Guerlain, toda butique passa a instalar uma seção de perfumaria com a marca que seu estilista criou. Com a emancipação feminina do pós guerra, numa estética oposta ao ideal exótico de Paul Poiret, floresceu a carreira de Gabrielle Chanel, que criou o mais famoso perfume do mundo, o Chanel nº5.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Bolsa
Um dos itens mais queridos das mulheres surgiu como pequenos sacos, fechados por cordões, destinados a carregar moedas, coisas miúdas de uso pessoal ou pequenos objetos que as pessoas queriam que estivessem perto de si. A nais antiga referência ao uso de uma bolsa foi descoberta em 1991. É conhecida como bolsa da múmia de Otzi. Trata-se de uma pequena bolsa de couro onde o chamado homem do gelo, que viveu há mais de 5.000 anos carrega objetos e acessórios necessários para fazer fogo. Com o tempo tornou-se cada vez mais utilitária, variando seu tamanho, forma e materiais de confecção. Durante o século XX, passou a fazer parte de griffes e logomarcas do mundo da moda. A mais famosa das bolsas é a Chanel, em couro matelassado e com alças de correntes entremeadas com fitas de couro. A famosa 2.55, percorreu, incólume todo o século XX chegando ao século XXI em materiais como o jeans e em variáveis tonalidades e tamanhos.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Estilo
A palavra estilo designa um conjunto de elementos que determinam uma expressão artística ou arquitetônica. Da arte migrou para a moda, não como uma qualidade de expressão de época. A palavra estilo no meio da moda refere-se mais a um atributo pessoal, único e instranferível, ligado a personalidade ou, mais contemporaneamente, ao que se chama de atitude de homens ou mulheres. Possuir estilo e vender estilo tornaram-se obsessões de fashionistas e profissionais do setor desde meados dos anos 80. Hoje ser estiloso é ser capaz de se conhecer e vestir-se de acordo com sua individualidade. Vem daí o sucesso das peças exclusivas ou costumizadas.
sábado, 15 de novembro de 2008
CAFTÃ
Túnica oriental muito usada na Turquia, tanto por homens como por mulheres. Foi grande moda no ocidente nos anos 60 e 70, em versões lisas, estampadas ou rebordadas nos punhos, costas e decotes. Foi adotado pelos hippies e absorvido pela moda, refletindo um despojamento chic (sendo usado tanto por homens como mulheres) com pés descalços, sandálias baixas ou babuches. Tom Ford reeditou seu uso, lançando-o em estampas de animais, na coleção primavera-verão 2002 da YLL. Em 2004, Maxime Perelmuter e Fause Haten apresentaram modelos em suas coleções para o verão. Hoje é um clássico de luxo.
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